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Papel Higiénico

Se há algo que não sei comprar é certamente papel higiénico. Não consigo mesmo dar com a coisa... sempre que vou a um supermercado, fico uns quantos minutos a olhar para as pilhas de papel que lá estão e nunca me decido por nenhuma delas. Para além de existirem as mais diversas qualidades, modalidades, cores e afins, não consigo encontrar "O" papel que realmente me satisfaça. Eis algumas razões para tal:

Papel monofolha: Em conta para a carteira, mas temos de gastar mais papel para fazer o serviço sempre com a desvantagem de, mais cedo ou mais tarde, se rasgar no momento crítico, deixando-nos com caca na mão.

Papel de folha dupla: Também em conta, vem em packs industriais que deixam a arrecadação de casa com  espaço para pouco mais que duas ervilhas e meia lentilha. Para além disso, consegue-se sempre comprar o mais áspero possível, o que nos deixa a sensação de limpar o rabo à mais perfeita lixa.

Papel de folha tripla: Já a saltar para o carote, este tipo de papel até é dos mais agradáveis de usar. Normalmente é acolchoado, o que é agradável... mas tem a desvantagem de acabar sempre quando julgávamos que ainda dava para mais uma vez.. e já estamos com as calças em baixo.

Papel de folha quadrupla: Caro para xuxu e um verdadeiro desastre em termos ecológicos. Consegue ser mais ilusório que o de folha tripla pelo que quando vai a meio mais vale ir buscar outro rolo só para as eventualidades. Pilhas de rolos na casa de banho são uma tendência algo decadente em termos decorativos.

Papel ecológico: Amigo do ambiente por ser elaborado com papel reciclado, o que se nota no preço. Dá-nos uma sensação de responsabilidade ambiental, e de rabo esfregado com lixa... da reciclada!

Papel super-rolo: Toneladas de papel num rolo onde normalmente caberia apenas metade. Ideia fantástica se acertarmos na suavidade do papel. Caso o mesmo não se verifique, acabamos por desejar que o danado acabe depressa... o que num super-rolo nunca se verifica.

Papel com loção: Aí está uma coisa inteligente que acalma o bufunfo! Algo limitados em termos de odores disponíveis, o que em alguns casos pode ser chato, sem falar no dinheiro que nos leva da carteira. E se formos alérgicos ao creme? Pior a emenda que o soneto.

Papel acolchoado: Magnifica sensação quando se acaba o serviço mas o aumento de volume normalmente implica que acabe na hora H, exactamente quando parecia que nunca tinha sido usado. Alguns tipos conseguem ser tão acolchoados que atapetam as tubagens da sanita eventualmente levando a que o Charlie Brown não queira descer.

Papel colorido: Lixa para o rabo com um toque de cor... e à casos em que os desenhos são tão lindos! Será que tinge? E já agora, para quê tantos desenhos se o primo é cego?

Percebem agora a minha dúvida?

Abraço

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